O senso comum é um conhecimento herdado pelo meio social, pouco questionado, irrefletido, fragmentário, difuso, elaborado sem método ou qualquer sistema. Isso não quer dizer que não tenha valor, mas o senso comum, geralmente, deve ser transcendido para se fugir de julgamentos errados, preconceituosos e pobres. A realidade é complexa e exige esforços da inteligência para que seja mais bem sondada. Cabe ao BOM SENSO saber usar o SENSO COMUM, reconhecendo seu valor esuas limitações. Assim, desenvolve-se o SENSO CRITICO, capacitado para questionar os valores transmitidos, sem destrui-los, mas um senso que possa adequa-los e transforma-los diante das situações novas da existência. Sócrates afirma que uma existência sem reflexão não valeria a pena e sabemos hoje, num mundo prático, numa cultura marcada pelo constante culto ao vazio, que muitas pessoas preferem não refletir, mas abrir mão desse previlégio ou mesmo desse risco, pois a reflexão consiste nos mobiliza e, então, nos vemos sair da nossa zona de conforto, sendo tudo para elas natural e acreditando na realidade não merece questionamento. Permanecem no senso comum.
“Os homens começaram a buscar essa espécie de conhecimento somente depois que têm a sua disposição todos os meio indispensáveis à vida, assim como aqueles que oferecem comodidade e bem estar” (Aristóteles, metafísica)
